quarta-feira, 23 de março de 2011

vão-se os amigos e fica.... a auto estima


Sempre fui de manter amizades longas e fortes, tenho amigas que conheço desde o segundo grau, outras desde o primário, em resumo, crescemos juntas.
Acontece que quando você vira um adulto, os interesses vão mudando, suas vidas vão tomando caminhos diferentes e um dia você para pra pensar: cadê Fulana? Tem mais de anos que não a vejo. Aí você vai lá naquela ferramenta maravilhosa que é o Facebook, ou o Orkut, deixa um recado,  diz que está com saudades e chama sua amigona pra tomar um chopp.
Aí, sendo bem otimista pensando que ela vai responder, tem duas vias: ou a saída é ótima e parece que nada mudou na sua amizade, ou a saída é uma merda, e você tem mais assunto com o garçon do que com a fulana.
Bem... o que aconteceu comigo pra eu discorrer sobre isso?
Eu tinha uma amiga de looonga data, longa com muitos O’s mesmo, pois ela me conhece desde que eu era uma inocente adolescente.
Continuamos a ser amigas ate algum tempo atrás. Sabe quando de repente você para pra pensar e vê que não há mais nada em comum?
Nem os amigos, nem os gostos, nem a cerveja, nada. E aí ela começa a te criticar por causa dos lugares  que você freqüenta,  pelos amigos que tem, pelas atitudes que toma, enfim, por ser você mesma.
Minha amiga começou a fazer exatamente isso. Uma era atrás  andávamos pelas festas da vida, namorando playboys e indo a shows de axé. É, eu admito que ia a shows de axé. Eu era feliz com isso. Mas aí algo mudou, e eu comecei a ir pra festas underground,  curtir um rockzinho com os amigos, a preferir qualquer coisa  a ir a lugares onde os homens não sabem vestir a camisa porque têm o QI de uma ameba no natal.
E consequentemente, eu parei de sair com ela. É uma questão de gosto. Não que não goste da companhia dela, mas os lugares que ela freqüenta eu não suporto mais. Aí vieram as cobranças como: você não me liga, me trocou pela Liana, só anda com esses seus amigos esquisitos, não gosta mais de mim e bla bla bla. Como nós dizemos: MIMIMI.
Pronto, acabou, não suporto mais. Não suporto as cobranças, a hipocrisia dela ao me criticar, pois ela fala mal porque vou a festas estranhas com gente esquisita. Saiba que essa gente esquisita nunca atentou a minha integridade física e/ou moral. A diferença é que como sou do “Underground”, as pessoas são piores porque usamos mais drogas, somos mais promíscuos e tudo mais. Ahan. Senta lá Cláudia.
Me conta quantas festas que eu fui e fiquei mais louca que a avó do Batman alguém me roubou ou tentou algo? Nenhuma. Agora me diz: em quantos shows de axé/pagode/wathever/lugar de playboy você viu uma menina caindo de bêbada que não foi pelo menos roubada?
Não que isso não aconteça, mas é bem menos freqüente.  Posso estar erada, mas neste momento, prefiro meus amigos estranhos e esquisitos, que me parecem bem mais verdadeiros e menos hipócritas.

Um comentário:

  1. Me conta em quantas festinhas alternativas vc viu neguinho saindo na porrada? E em quantas festinhas de playboy vc viu isso?

    Hipocrisia do caralho...

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